domingo, 14 de dezembro de 2008

No «Miradouro» da Arrábida

Foto de Carlos Romão













Miradouro da Arrábida,
sítio singular
descoberto por acaso,
num fim de tarde
dum Outono quente.
Sentada,
nesta bancada privilegiada,
sob eucaliptos frondosos,
observo, enlevada
a imensa paisagem;
o rio Douro,
a Afurada,
o mar,
o sol alaranjado
navegando para o ocaso.
Desce, lentamente
a neblina
num véu ténue,
envolvente,
mudando todo o cenário.
Num instante,
fica escuro,
toda a paisagem adormece.

3 comentários:

Funes, o memorioso disse...

Sem me identificar com o estilo da sua poesia, aprecio-a. Tem uma qualidade que denota logo o verdadeiro poeta: evita a metáfora gratuita que evidencia apenas literatice e não literatura. Vê-se que escreve para o leitor e não (como todos os amadores a armar em poetas) para espantar o leitor.

Edu disse...

E bom ler alguem falar assim sobre sitios que me são tao queridos.
bjs

Espelho disse...

Já lá estive e digo-te a vista é divina...

Beijo