quinta-feira, 25 de junho de 2009

Margaridas




















Aquele pé de margarida,
de flores puras, inocentes,
plantado ali em frente
numa terra ressequida,
coitada, ficou esquecida.
Daqui não a posso regar,
como a foram ali plantar?!
Talvez transportada pelo vento,
a semente se foi ali alojar!
E aquele pé de margarida
retorcido,
pelas flores colorido,
fica agora a padecer,
até chover.
Quase sozinha,
tendo por companhia
apenas a erva daninha,
esperam que a noite chegue,
para aliviar a sede
com o orvalho do relento,
vindo lá do firmamento

3 comentários:

tinta permanente disse...

Brilha no firmamento.
O quê?! A gota de orvalho que cai sobre a flor ressequida. O poema que floresce entre as palavras escritas!...

abraços!
www.tintapermanente.com

Armindo C. Alves disse...

Entre fotografias, poêmas e textos é o seu jeito (saber) para o desenho que mais brilha neste espaço.
Parabéns.
Boa semana.
Beijinho.

(Obrigado pela visita)

Donagata disse...

Vim agradecer o mimo que me deixou no meu espaço e encontrei este belo poema que me faz ver que a vida é um ciclo que tem de se cumprir apesar das nossas vontades.

Um beijo.